terça-feira, 28 de julho de 2026

TEU NOME É CULTURA, MARTHA DEQUÊCH!

Marilu Martens Oliveira

Inês Cardin Bressan

Luciana Carneiro Hernandes

Denise da Silva de Oliveira


Em memória de Martha Dequêch, 
cuja dedicação ao ensino e à cultura permanece viva na história de Cornélio Procópio.

Entre os procopenses de gerações mais antigas, são muitos os que ainda recordam, com um doce sorriso, a querida professora de francês Martha Dequêch, um verdadeiro ícone para seus alunos e uma presença marcante na vida cultural da cidade.


Professoras Martha Dequêch e Sandra Poli durante a comemoração do Dia das Crianças na Aliança Francesa, em 12 de outubro de 1972.
Fonte: acervo reunido pelas autoras.

Uma professora entre línguas e culturas

Cosmopolita, a très chère Martha Dequêch nasceu em 7 de setembro de 1926, em Mafra, Santa Catarina. Filha de Maria e Elias Dequêch, cresceu em uma família muito unida e sempre se referia com afeto aos irmãos Alexandre, Sara, Amélia, Paulo, Olinda e Froucina, conhecida como Nina. Mais tarde, os sobrinhos também encontraram na “tia Martha” uma segunda mãe: presente, dedicada e carinhosa.

Em 1936, a família viajou ao Líbano para rever parentes e amigos. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, o retorno ao Brasil foi adiado. Durante a permanência no país, a jovem Martha teve contato intenso com as línguas francesa e árabe. Segundo as informações reunidas para este texto, ela retornou ao Brasil em maio de 1948, enquanto outros integrantes da família regressaram em 1951.

A partir de então, surgiu no cenário educacional procopense uma figura de destaque: Martha Dequêch, professora de francês do Colégio Estadual Castro Alves. Na instituição, despertou em diferentes gerações o interesse pela língua e pela cultura francesas. Tornaram-se inesquecíveis suas aulas dinâmicas, ministradas em uma sala decorada com imagens do Mont-Saint-Michel e dos castelos do Vale do Loire. Ali, seus alunos entoavam A Marselhesa, hino nacional da França, e aprendiam canções populares que permaneceriam nas memórias dos alunos.

A Aliança Francesa de Cornélio Procópio

A professora Martha alçou voos ainda mais altos ao concretizar um de seus maiores projetos: a fundação, em 26 de setembro de 1964, da Associação Cultural Franco-Brasileira de Cornélio Procópio, mais conhecida como Aliança Francesa. A instituição tornou-se um polo irradiador de cultura na cidade e na região. Além das aulas de francês, promovia reuniões, palestras sobre temas clássicos e contemporâneos, sessões de cinema e encontros vespertinos aos sábados, ocasiões em que se realizavam verdadeiras imersões na língua de Voltaire.

 

Sede da Associação Cultural Franco-Brasileira de Cornélio Procópio, conhecida como Aliança Francesa. 
Fonte: acervo reunido pelas autoras.

Público durante palestra realizada na Aliança Francesa, em 1971.
Fonte: acervo reunido pelas autoras.


Em sua edição n. 559, de 11 de outubro de 1964, o jornal A Voz do Povo, conforme registrado por Villas Bôas Neto (2015, p. 163-164), apresentou os integrantes da associação recém-fundada. Figuravam como patronos a professora Martha Dequêch; o juiz de Direito Sílvio Romero Stadler de Souza; o prefeito Rosário Pitelli; os deputados Minoro Miyamoto, Paulo Pimenta Montans e Emílio Humberto Carazzai; o promotor de Justiça Paulo Ovídio dos Santos Carrilho; e Rolando Demétrio Marussi.

A primeira diretoria executiva foi composta por Martha Dequêch, presidente; Rolando Demétrio Marussi, vice-presidente; Renate Wagner de Souza, secretária-geral; Átila Silveira Brasil, segundo secretário; Lelita Martens de Oliveira, tesoureira; Hanne Massud, segundo tesoureiro; Rosita Rezende Paiva, oradora; e Reginaldo Perissé, diretor social. O Conselho Deliberativo reuniu Odilon Seganti Athayde, Reinaldo Carazzai, Michel Dib, Saulo Pinto Moreira e José Ramos da Silva.

A Aliança Francesa tornou-se reconhecida em toda a região pela qualidade do ensino do idioma. Entre os docentes que passaram pela instituição estavam Paulo Dequêch, Lelita Martens de Oliveira, Sandra Poli, Mariulza Franco Santos, Maria Suely Fernandes da Silva, Sílvia Mariana de Aquino Gandra e Gino Azzolini Neto.

Infelizmente, a instituição encerrou suas atividades em maio de 1979. Em carta aberta à população, Martha explicou que as dificuldades para sua manutenção não eram apenas locais ou nacionais, mas de alcance mais amplo. Conforme transcrição de Villas Bôas Neto (2015, p. 279), ela afirmou:

“As gerações modernas inclinam-se para o imediatismo tecnológico em detrimento do humanismo; influenciam-se pelos modernos processos publicitários que buscam homogeneizar a nossa civilização ocidental; entregam-se ao comodismo de não procurar a essência das diversas culturas para individualizar cada cultura às suas condições mesológicas e etnográficas”.

 

Ana Narente recebe certificado de curso na Aliança Francesa, acompanhada por professores e integrantes da instituição, entre eles Lelita Martens de Oliveira, Sílvia Gandra, Martha Dequêch e Paulo Dequêch.
Fonte: acervo reunido pelas autoras.

A atuação da Aliança Francesa ultrapassava a sala de aula. A instituição também se destacava pelas festividades que promovia e pelas atividades de que participava, como os desfiles da Semana da Pátria e o baile Mademoiselle de Paris, no qual era eleita a mais bela estudante de francês. Outros bailes celebravam o 14 de julho, Festa Nacional da França, com danças e desfiles de alunas em trajes típicos.

 

Alunas da Aliança Francesa participam de desfile de 7 de Setembro em Cornélio Procópio. 
Fonte: acervo reunido pelas autoras.

Comemoração do Dia das Crianças na Aliança Francesa, em 12 de outubro de 1972. Ao centro, a professora Sandra Poli e seus alunos.
Fonte: acervo reunido pelas autoras.
 

Um nome inscrito na memória da cidade

Martha Dequêch também foi professora de Literatura Francesa na Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio, instituição hoje integrada à Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), e na Universidade Estadual de Londrina (UEL), conquistando admiradores e amigos por onde passou.

A sociedade procopense reconheceu sua contribuição para a cultura em sentido amplo, e não apenas para a divulgação da cultura francesa. Em 14 de dezembro de 1975, Martha recebeu da Prefeitura Municipal o título de Cidadã Honorária de Cornélio Procópio. Em 3 de setembro de 1989, foi homenageada na 3ª Mostra Cultural Procopense - VP, promovida pelo jornal A Voz do Povo.

Em janeiro de 1970, também integrou, ao lado do professor Ananias Antonio Martins, a diretoria da Fundação EDUCAR – Fundação Educacional de Cornélio Procópio, representando a Secretaria de Educação e Cultura no setor de Ensino Superior, conforme Villas Bôas Neto (2015, p. 438).

Martha Dequêch já se encantou, para empregar uma expressão de Guimarães Rosa, mas sua presença permanece na memória de alunos, colegas, familiares e de todos os que participaram da vida cultural procopense. Em reconhecimento à sua trajetória, seu nome foi atribuído a um conjunto habitacional de Cornélio Procópio, em um preito de gratidão e saudade.

Merci, chérie!


REFERÊNCIAS

A VOZ DO POVO. Edições n. 559, 11 out. 1964; n. 1.201, 4 out. 1975; n. 1.555, 6 jun. 1979; n. 2.535, 6 set. 1989.

FONTES ICONOGRÁFICAS E TESTEMUNHAIS. Materiais cedidos pela família Dequêch, por Sandra Poli e por Marilu Martens Oliveira.

VILLAS BÔAS NETO, Antonio. Memórias, simplesmente memórias: cinco décadas da imprensa procopense. Londrina: Midiograf, 2015.


sexta-feira, 24 de julho de 2026

CARLITO GRACIANO COELHO, UMA VOZ QUE NÃO PODE SER ESQUECIDA: MEMÓRIAS DE UM FARMACÊUTICO PROCOPENSE

Fernando Henrique Pereira

Luiz Adriano Morganti

Marilu Martens Oliveira

Denise da Silva de Oliveira


Em memória de Carlito Graciano Coelho, 
cuja voz permanece viva nas lembranças e na história de Cornélio Procópio.

A voz que queremos divulgar é a de Carlito Graciano Coelho, o farmacêutico que, à época da entrevista, tinha o maior tempo de atuação profissional na cidade e cuja participação na vida procopense foi muito além de sua área de trabalho. Alegre, articulado e bem-falante, “Seu Carlito da Farmácia”, como era conhecido, brindou os pesquisadores do GP EDITEC com inúmeros fatos saborosos sobre a nossa querida cidade de Cornélio Procópio.
O entrevistado nasceu em 28 de novembro de 1928, na Lapa, Paraná. Inicialmente, seguiu a carreira militar e morou no Rio de Janeiro, onde cursou Farmácia e também conheceu a outra Lapa, a da boêmia. Em busca de uma vida mais tranquila, mudou-se para Sertaneja, no Paraná, onde instalou uma farmácia. De lá, mudou-se para Cornélio Procópio, em outubro de 1947, após analisar o projeto da cidade e considerá-lo muito bom. Segundo ele, uma cidade que possui água boa e vento pode ser considerada saudável e ótima para viver. Assim, fez sua escolha.

Farmacêutico Carlito Graciano Coelho

Sua primeira farmácia, a Coração de Jesus, localizava-se na Rua Santa Catarina e, mais tarde, foi transferida para a Praça Brasil, onde permaneceu por mais de 60 anos.

 
Farmácia Coração de Jesus — a farmácia de Seu Carlito

Seu Carlito foi homenageado pelo sindicato dos farmacêuticos do Paraná por sua longa trajetória profissional e chegou a ter, no auge da carreira, doze empregados. A farmácia também atendia a zona rural, fornecendo medicamentos a sindicatos e fazendas. Aos sábados, trabalhadores do campo vinham à cidade e se abasteciam na Casa da Lavoura, na Casa Concato e na Loja J. Alves Veríssimo.
Era o apogeu do café, e os fazendeiros da região ganhavam muito dinheiro com o produto. Na época da safra, era difícil deixar as propriedades para procurar um médico, mesmo em caso de enfermidade. Por isso, Seu Carlito comprou um jipe, no qual levava o necessário para prestar atendimento nas fazendas ou, quando o caso era mais grave, transportava o enfermo até o hospital da cidade.
Ele contou uma história curiosa sobre esses atendimentos. Certo dia, o senhor José Carvalho e a esposa, que estava grávida, vinham do Ribeirão do Veado, localidade do município. Ela entrou em trabalho de parto no jipe, e o menino nasceu ali mesmo. Seu Carlito foi o “parteiro” e tornou-se padrinho do garoto, em reconhecimento à ajuda prestada.
Ele também enalteceu o trabalho da parteira Dona Joanela (Joana) Andreta, afirmando nunca ter visto profissional de tal gabarito e acrescentando que ela tinha muito serviço, pois havia poucos médicos na cidade. Lembrou-se, ainda, de outra parteira, que atendia na Rua São Luiz e também era bastante procurada pelas gestantes.
Morador antigo, Seu Carlito tinha ótima memória e conhecia muito bem a história da cidade: suas transformações, a época dos coronéis e de seus “capangas”, os esportes então praticados e as diversões que uma pequena cidade do interior, ainda sem redes de água e esgoto, oferecia aos jovens e aos mais velhos.
Quanto aos bailes, glamorosos e familiares, era frequentador assíduo, como boa parte da sociedade procopense. Foi também presidente do Clube Operário, que, no início de seu funcionamento, recebeu o apelido de Puxa-Faca. Dançava na Associação Atlética e Recreativa de Cornélio Procópio (AARCP) e frequentava, como convidado de honra por ser cantor, as festas realizadas na zona de meretrício. Ali conheceu grandes expoentes da música popular brasileira que se apresentavam na cidade, como Nelson Gonçalves e Orlando Dias. Ressaltou que a casa mais refinada e que atraía muitos clientes era a da senhora Rita de Assis.
Entre os grandes shows realizados nos bordéis da cidade, destacou a presença do saxofonista norte-americano Booker Pittman, habitué dessas festas, que, segundo o entrevistado, também trabalhava como pintor de paredes e certa vez tocou com a Orquestra Tangará. Relatou, ainda, que muitos homens poderosos da região frequentavam as casas de tolerância não pelas mulheres, mas pelos espetáculos ali realizados. Segundo ele, as “damas da noite” eram bonitas e bem-vestidas, e muitas eram sustentadas com recursos provenientes do plantio e da venda do “ouro verde”, que rendeu a Cornélio Procópio o epíteto de “Capital do Café”.
Também eram marcantes os bailes de Carnaval, dos quais Seu Carlito participava assiduamente, sempre fantasiado de pirata. Ele recordou uma tradição: os foliões do Operário iam “pular” na Associação (AARCP) e, no dia seguinte, ocorria o inverso, o Operário recebia os foliões da Associação.
Outros grandes eventos aconteciam nos cinemas, nas rádios, na AARCP, no Quinzão, nos circos e nos parques. Em Cornélio Procópio, Seu Carlito assistiu a apresentações de artistas famosos, como Vicente Celestino, Teixeirinha, Francisco Alves (Chico Alves), Nelson Gonçalves e a dupla Tonico e Tinoco.
Na política local, Seu Carlito manteve amizade com diversas figuras de destaque e exerceu o mandato de vereador por doze anos, ao longo de várias legislaturas. Afirmou ter trabalhado, como representante do povo, para que Cornélio Procópio crescesse e se transformasse no que é hoje. Entre as figuras do passado, destacou o prefeito Pedro Mariucci, proprietário de uma serraria, com quem foi a Curitiba conversar com o Dr. Emílio Carazzai, deputado que representava o município, e com o governador Moisés Lupion. Dessa articulação resultou a autorização para o início do serviço de esgoto e, posteriormente, para a implantação do sistema de água encanada, pelo qual era responsável o senhor Rolf Langer.
Como vereador, lutou também pelo asfaltamento das ruas e chegou a ir a Londrina para conversar a respeito com o governador Ney Braga, que se encontrava na cidade. Entre as figuras políticas de destaque, mencionou ainda os prefeitos Rosário Pitelli e Rolando Demétrio Marussi.
Sempre interessado em política, foi presidente do PTB e do PDT e recordou os comícios realizados na Praça Brasil, que atraíam políticos como Jânio Quadros e Ademar de Barros, além das crianças, que aplaudiam para ganhar balas. Contou que, durante a ditadura militar (1964–1985), muitas pessoas foram presas, algumas por até oito dias, e que visitou na cadeia amigos e conhecidos, como o senhor Domingos Erbela, o Dr. Valdir Cunha e o Dr. Danton Novaes. Cerca de cinco ou seis presos foram transferidos para Curitiba a fim de serem submetidos a interrogatórios. Segundo ele, as autoridades buscavam descobrir se estavam envolvidos com o comunismo.
Ele relatou, ainda, um dos episódios mais obscuros e controvertidos da história da cidade: o Caso Creuzinha e a Chacina do Cadeião. O crime ocorreu em 26 de junho de 1963, quando Cleuza Ramos, conhecida como Creuzinha, uma menina de cinco anos, foi vítima de violência sexual e assassinada. O entrevistado não soube precisar se o acusado era andarilho, trabalhador rural ou padeiro, pois circulavam diferentes versões sobre sua ocupação. Contou ter atendido o acusado na cadeia local, a pedido do delegado, porque ele havia se ferido no escroto ao pular uma cerca de arame farpado durante a tentativa de fuga. Ao sair da delegacia, Seu Carlito percebeu que muitas pessoas desejavam fazer justiça com as próprias mãos e linchar o acusado. Segundo ele, a frieza e a crueldade demonstradas pelo homem ao relatar o crime, em entrevista conduzida pelo radialista Hélio Claudino, da Rádio Cruzeiro do Sul, acirraram a revolta da população.
Os populares dirigiram-se à cadeia, protestando e exigindo que o acusado lhes fosse entregue. O delegado sugeriu, então, a formação de uma comissão de doze civis para verificar se o preso ainda se encontrava no local, enquanto os policiais afirmavam que ele havia sido transferido. Como não o encontraram, os manifestantes continuaram gritando e exigindo vê-lo. Segundo Seu Carlito, o acusado já havia deixado a cadeia disfarçado de policial, a fim de evitar tumultos e protegê-lo caso a delegacia fosse invadida. Como a multidão permanecia diante do prédio e ameaçava entrar, os soldados fizeram advertências e, em seguida, abriram fogo. Outra versão sustenta que alguém da população atirou contra os policiais, que teriam revidado. Muitas pessoas ficaram feridas, e outras morreram.
Em sua farmácia, Seu Carlito atendeu de 30 a 40 pessoas feridas a bala ou com escoriações em decorrência do confronto — adultos e crianças. Ele precisou lavar o chão da farmácia com baldes de água, tamanha era a quantidade de sangue que havia escorrido dos feridos. Acrescentou que o velório de Creuzinha ocorreu na casa de Dona Namir, que tinha um salão de beleza, e do senhor José Ribeiro, quase em frente à cadeia. Segundo seu relato, o deputado Nilson Baptista Ribas, representante dos procopenses na Assembleia Legislativa, morreu de infarto, abalado pela notícia. Na época, o juiz era o Dr. Sílvio Romero Stadler de Souza, e o delegado, o capitão Djalma Mello. O farmacêutico afirmou que muitas pessoas teriam morrido no trágico episódio e que circulavam comentários de que corpos teriam sido jogados nos cemitérios de Cornélio Procópio e de Santa Mariana, cidade vizinha.
Outra lembrança de Seu Carlito referia-se aos antigos colegas farmacêuticos, também muito dedicados ao trabalho: Benedito Carneiro, Geraldo Silos, Celso Vieira, João Braga, Valdemar Guersoni e Nestor Carlos Cunha.
Para o entrevistado, havia fartura na cidade na época dos coronéis do café, quando muitos fazendeiros da região enriqueceram. Segundo seu relato, esse ciclo foi interrompido pela geada negra, que assolou a região e comprometeu o cultivo da rubiácea. Ele recordou que alguns produtores chegaram ao suicídio, enquanto outros ficaram na miséria. Em sua avaliação, a fase opulenta dos imensos cafezais foi extraordinária para Cornélio Procópio, que crescia a passos largos. Seu Carlito lamentou o fim daquele período e a posterior estagnação da cidade, embora, na época da entrevista, percebesse uma renovação no ar com a presença das universidades e de seus estudantes.
Seu Carlito, falecido em outubro de 2013, permanece na memória de muitos procopenses por sua simpatia e pela dedicação com que atuou como farmacêutico e vereador.

REFERÊNCIAS

COELHO, Carlito Graciano. Carlito Graciano Coelho: depoimento [mar. 2013]. Entrevistadores: Luiz Adriano Morganti, Marilu Martens Oliveira e Fernando Henrique Pereira. Cornélio Procópio – PR: Farmácia Coração de Jesus, 2013. Entrevista concedida ao Projeto “Evocações do Passado: Memórias de Procopenses”, da UTFPR.

DIAS, Paulo Ribeiro. Cornélio Procópio: a história em prosa e verso. Londrina: Gráfica e Editora Modelo, 2000.